Cronicas                    Mande a sua
Por Quero-quero   Postado em: 2/10/2009 11:05:42

Será que eu sou o único no meio?
Esta pergunta sempre me fiz, porque eu sou diferente de todos , bom acontece que com meus mais de 15 anos de off road , eu nunca tive esta de ficar embelezando moto, limpando , gastando turras de $$$ para deixar minha moto bonita, tinha inveja de meus amigos que compravam as ultimas novidades para que suas moto parecessem com as motos dos ídolos , minhas motos ao contrario sempre foram básicas , muitíssimas bem cuidadas , manutenção em dias , nunca na minha vida fiz uma gambiarra em uma moto, mas visualmente nada demais , ao contrario sempre foram bastante próximas das originais.
O que acontecia então?
Hoje mais velho e experiente descobri! Meus amigos sempre gostaram de moto e eu não, verdade depois de quinze anos descobri que nunca gostei de moto, não tenho amor nenhum pela moto, nenhum tipo de relação amorosa, fraterna , incestuosa ou paterna que seja.
Vejam bem minha lógica, se eu amasse realmente a minha moto , não iria querer trocar ele toda vez que visse uma mais nova , mais moderna e que me desse maior prazer, não iria querer trocar ela com um amigo e depois de vende-la eu sempre iria ligar ao novo proprietário para saber como ela estava , se sentia minha falta ou chorava em algum cantinho escuro de uma garagem qualquer (Coitado do novo proprietário ia me mandar as turras rapidinho hehehe).
Não vejo beleza alem daquela normal de um bem de consumo, como a beleza de um celular ultima geração ou uma geladeira duas portas, não considero motos seres mágicos dotados de vida interior ou beleza divina, como as vezes sinto que algumas tribos sentem ( Os Harleyros, BMWzeiros, Hondeiros e outros "eiros" da vida vão me matar, mas estou sendo sincero apenas)
Então? Que fez você andar de moto durante quinze anos ininterruptos?
Aí que esta a mágica da coisa, posso não amar as motos, mas eu tenho em contra partida uma verdadeira adoração, um imenso, como diz o poetinha , incomensurável amor, por????
Andar de moto!Isto sim me realiza , é onde sou feliz, sou pleno em minha vida, atrás de um guidão montado em moto maravilhosa , saltando, fazendo curvas, subindo montanhas, suando o suor dos justos , que maravilhoso vicio meu Deus!!!Dizem os especialistas que sou um viciado em adrenalina e endorfina , que seja então este meu calvário!E assim conhecendo o meu país e fazendo amigos através das motos sou feliz, nada absolutamente nada é igual as motos neste aspecto e olha que eu já tentei muitos esportes, muitos mesmos.
Então vamos recapitular, sou como um jogador de tênis que ama o esporte, mas não ama a raquete, ou um jogador de futebol que não ama a bola? Será que são assim que pensam estes loucos esportistas? Deve ser , ou ao menos é melhor eu pensar que seja.
Meu caso pode ser que esteja resolvido e que venham mais quinze anos ou mais, que existam sempre novas pistas e trilhas para que eu possa viver plenamente meu esporte/lazer.

E fica a duvida.

Será que sou o único?

Ass:

Trilheiro/Endurista/Croseiro de Goias

Por Paulo Cesar Zenha   Postado em: 1/9/2009 16:05:42

"Gods Gift

Ainda que alguém não tenha esta consciência , um dia , a terá.
Mesmo que isto leve uma vida e só ocorra ante ao ultimo suspiro , um homem deverá entender.
Não existe nada mais importante na vida do que a saúde e a família.
Difícil ser feliz sem isso.
Isso posto. Party time!
Dia destes recebi um texto muito legal de uma grande amiga.
Algo sobre o envelhecer.
Esta semana , observando a atitude de alguns amigos "motoheads" , conclui:
Motocicletas e sua pratica , têm tudo a ver com ..... , juventude.
Tenho uma meia dúzia de amigos quarentões que não aparentam a idade e , freqüentemente , agem como meninos.
"Não envelhecemos por termos vivido um certo número de anos. Ficamos velhos porque desertamos nosso ideal.
Os anos enrugam a pele ; renunciar a um ideal , enruga a alma. As preocupações , as dúvidas e os desesperos , eis os inimigos que , lentamente , nos fazem inclinar rumo a terra e tornar-nos pó antes da morte.
Jovem é aquele que se assombra e se maravilha. Assim como um menino incansável , ele pergunta: "E o que mais?" Ele desafia os acontecimentos e acha graça no jogo da vida.
Serás tão jovem quanto tua fé ; tão velho quanto tua dúvida. Tão jovem quanto tua confiança em ti mesmo: tão velho quanto teu abatimento." Samuel Ullman (1840-1924)
Quando questionado a respeito deste amor pelas motocicletas , só uma coisa me vem à cabeça: No computo geral , as motocicletas me deram muito mais do que me "tiraram".
É comum a gente seguir fazendo este "balanço" das coisas na nossa vida.
Como quem consulta um "saldo" , seguimos analisando se estamos ou não trilhando um caminho "promissor".
As vezes , me deparo com pais reticentes em "apresentar" as motocicletas a seus filhos. Ou , simplesmente permitir que estes sigam sua "vocação".
Temerosos a respeito do risco , é comum vê-los , "dissimular" seu apoio.
Eu entendo. Mas não concordo.
As motocicletas deram à imensa maioria dos exemplos que conheço , muito mais do que tiraram.
Riscos e fatalidades são inerentes à vida. Aliás , é sabido que esta é a nossa única certeza.
As vezes , penso no custo financeiro do meu "quiver".... Passo os olhos rapidamente pelos canhotos do talão de cheques , sempre repletos de nomes como: pneus , relação , gás , manutenção , equipo , suspas e .... tudo aquilo que não custa barato.
Penso nas três vezes que adentrei os portais da famigerada Unidade de Terapia Intensiva.
Vejo todas aquelas cicatrizes cobrindo um percentual significativo do meu quadro.
Aí então , mesmo diante deste cenário "obscuro" , penso nos incontáveis rolês.... , nos muitos amigos , no mato , na emoção , na liberdade , na saúde que as motos nos propiciam.
Não fossem as motos produtos industrializados , compostas por inúmeras partes , produzidas em processos nem sempre benéficos à conservação do planeta , diria que elas são um presente de Deus.
Se são quase de Deus , são quase sagradas e , se são quase sagradas , deve-se reverenciá-las: Ride!
MOTOHEAD"

Por Piroto   Postado em: 19/8/2009 09:46:42

Andar por andar

Andar por andar , sem objetivos , sem razão sem porque.
Porque é tão difícil assim para os racers entenderem isto?
Andar de moto por andar, não é para melhorar minha tocada, não é exercício físico, não é para conhecer nada novo, é simplesmente andar, andar muito por muito tempo, andar por andar porque eu gosto de andar de moto só isto.

Saca sexo? Pois é acredito que a grande maioria da população faça só por fazer/prazer, não tenha fins reprodutivos, para perder peso, melhorar performance e estejam treinando para serem os campeões mundiais de sacanagem, isto todo mundo aceita.

Agora de andar de moto tem de ter um fim, um objetivo divino, ser o melhor, ter um melhor posicionamento, ter mais preparo, estão loucos os racers?

Engraçado tenho uns amigos que são tão viciados quanto eu, mas se recusam a aceitar a coisa como tal, amigos que querem reviver glorias do passado, reviver o que não pode ser revivido, que não aceitam as novas gerações mais rápidas , mais corajosas e que hoje eles são ex racers, mas o vírus da moto não morreu e se recusam a andar por andar, aí vão eles para os alternativos, como são engraçados, comedia mesmo, afirmações assim :

Tênis é bom demais, eu curto mesmo uma partida de tênis.

Estou fazendo vôlei, cara eu curto demais vôlei é muito gostoso.

Estou jogando bola com a turma do prédio, cara jogar bola é muito bom.

Fico rindo, todos querem voltar as motos o mais rápido possível, na verdade odeiam estes esportes, moto é complicado parece um vírus, não sai assim do sangue com um simples placebo, acho que tem algo a ver com o equilíbrio, o fato da moto ser viva, ela não fica lá sozinha como um carro(monte de latas desprezível ), ela precisa de você sem você ela espatifa no chão, alem disto motos são como filhos sempre te dão trabalho, despesa, nenhum retorno financeiro, mas um prazer imenso incomparável de ter, de dizer que são seus, porque isto ? .

Sei lá, acho que sou eu que estou errado, mas enquanto não descubro qual é o fim divino de andar de moto, vou andando por andar, por prazer e só ...

Piroto

Por Paulo Cesar Zenha   Postado em: 11/8/2009 09:46:42

"Ideais" , "ideais".

Tava lendo um breve relato a respeito da preparação de um piloto profissional para o próximo "Dakar". Este que vai rolar "aqui" , no quintal dos hermanos.
Coisa fina....
Preparador físico , nutricionista , montain bike , treino com moto...... , tudo de bom....
Deve ser muito "loco" ser pró...
Pra nós , motoheads , deve ser quase como um sonho.
Imagina.....
Acordar as 6:00 , se entupir de frutas , pedalar até as 9:00 , tomar 2 litros de suco natural , fazer uma session de alongamentos , descansar um pouco , discutir set-ups , pastar dois kilos de saladas , descansar mais um pouco , fazer mais uma hora de musculação , passar na oficina , ficar ali olhando praquelas coisas sagradas , ir pra uma pista qualquer , andar de moto mais umas duas horas , ver o sol se por na pista , voltar pra casa , assistir vídeos das ultimas provas , tomar uma sopa de brócolis com mandioquinha e parmesão , dormir as 8:15 , sonhar com corridas e ..... , se preparar pra fazer tudo de novo , no dia seguinte.
Isso deve ser muito duro....!!!!
Evidentemente , brincadeiras à parte , imagino toda a pressão e cobrança sobre um cara destes. A competição , as abdicações , o patrocínio , o risco.....
Os números provam a dificuldade. Se fosse fácil , muitos fariam. É pra poucos.
Imagina como dorme um piloto que se prepara para uma prova destas , na ultima semana , antes da largada.
Loucura....
Se o cara comer uma única e despretensiosa "jujuba" com salmonela , no escuro do cinema com a namorada , dois dias antes da prova .... , todo o preparo de um ano poderá ir , literalmente , descarga abaixo.....
E se o bistrucador de tronas der pau minutos antes da largada?
E se o venits hertz se desconectar no meio de uma especial...?
É punk.... , tudo por um fio.... , tudo no limite....
A princípio , todo mundo que tá inscrito numa prova , e larga , tem chance de chegar ao lugar mais alto do pódio.
A preparação e o planejamento são X% do caminho pro sucesso , mas , existe o "mas" e este , não vê lógica.
Lido o texto , fui direto pra academia. Era o mínimo que eu podia fazer....
Na volta , passei numa feira , parei numa banca de livros usados e , adquiri o relato de um sujeito que , em 1976 , saiu com um veleiro de Porto Alegre , com destino ao Oiapoque....
Tesão de livro....
Petisco.... , por R$15,00 , uma verdadeira viajem pela maravilhosa , espetacular , coisa de sonho , costa Brasileira.
Li o primeiro capitulo e comecei a pensar na trip do cara e , inevitavelmente , compará-la com as equivalentes cruzadas do motociclismo.
Há tempos atrás , com uma edição da "RAT" na mão (Riders Association of Triumph) , li o relato de um cara que tinha acabado de dar a volta ao mundo numa Daytona 1200cc.
Uma viaje diametralmente oposta , no que diz respeito às intenções , se comparada a trip do cara no veleiro.
Fotos do "RAT" e aquele elefantinho amarelo , ilustravam a reportagem : torre Eiffel , pirâmides , Nova York , algum lugar na Rússia.... , enfim , aquela coisa "monótona" que deve ser dar a volta ao mundo de moto...
Então , seguia-se à reportagem. Algo mais ou menos assim:
Pergunta: "Após ter cruzado tantos países , tendo sido parte de cenários tão diversos e maravilhosos , por favor , nos diga: Qual o lugar mais bonito que você cruzou"
Breve intervalo , resposta: "Não sei dizer. Quando se está viajando por tantos quilômetros , cumprindo metas de tempo tão justas , buscando um recorde , em caminhos tão diferentes e adversos , mergulha-se num estado de concentração tão profundo que , não se tem muitos registros da paisagem. Não sei , estava concentrado , pilotando"
Quase piquei e comi a revista ali mesmo.
Um pouco de papel couchê bem colorido , com um azeite virgem vintage , limão siciliano e sal marinho... Comeria aquilo tudo só pra nunca mais ter que ler algo tão...: Profano!
Como é que pode?!?!?!?!?! O cara dá a volta ao mundo e "não vê" nada?!?!?!
É claro que o cara tava certo. Imagina mandar 1000 , 2000km todo dia , em estradas absolutamente diversas , em condições múltiplas , cruzando fronteiras , sob o cansaço e as intempéries do percurso...
Tem mais é que "mergulhar na bolha" , colar o cabo , respirar , e ... , esperar o hodômetro girar que nem maquina registradora em dia de liquidação....
De volta ao nosso dia a dia , uma longínqua comparação.
Pensei nos meus amigos treieiros , mateiros , aventureiros , e , não pude deixar de pensar nos meus amigos , racers , pilotos , competidores , volteadores de circuitos.
Cheguei à seguinte conclusão: "Esses caras , os que realmente fazem , são bons. Todos eles"
Se dependesse dos meus amigos treieiros , provavelmente estaríamos andando de XLs até hoje (absolutamente nada contra XLs , muito pelo contrário).
A única alteração teria sido a inclusão de uma bainha , com um facão escrito "Honda Motor Corp." e um GPS preso à mesa. Só!
Quem precisa de suspensões de ultima geração , quadros artesanais e usinas minúsculas , de peso desprezível , pra cruzar trilhas em segunda e terceira marcha?
Confesso que gosto de fazer isso , mas , admito que jamais teríamos chegado ao nível que estamos , em termos de equipamentos e técnica (e possibilidades decorrentes) , se , dependêssemos dos meus amigos treieiros.
Por outro lado , estes mesmos caras , geralmente possuem histórias de lugares e situações incríveis.
Ilustrados pelos inúmeros relatos fotográficos das infinitas trilhas , formam um conjunto , a meu ver , muito mais interessante que muitas , das algumas , prateleiras cheias de troféus que já vi.
Reconheço também , o foco dos "racers".
Preparação. Abdicação.
A busca da técnica perfeita , do condicionamento ideal , da atitude mental inabalável.
Sinto o prazer da vitória. Chegar na frente. Ser o mais rápido , o mais técnico , o mais bem preparado , "o melhor".
Mas , quem é o melhor????
Numa hipótese , quem você gostaria de ser? Um fazendeiro do Mato Grosso que passa o dia , a vida , em cima de uma motocicleta , cruzando mato e estrada , contando boi e administrando fazenda , ou , um super campeão de MotoCross , reconhecido , idolatrado , "imbatível"???
Pra mim , a vida de qualquer um valeria.
Adoraria trabalhar , andando de moto , uma vida toda , no mato.
Adoraria subir no mais alto lugar do pódio todo findê.
O problema é que , em geral , repetimos sempre , a estúpida receita de julgar o "tamanho" e a "importância" das pessoas , por seus "números".
Números são importantíssimos e falam por si , mas , isso não anula , denigre ou se sobrepõe ao mérito de outras atitudes imensuráveis , porém , tão prazerosas , importantes e louváveis , quanto.
A grande maioria de nós , nunca foi , nem será um "pró".
Alguns irão tentar e , esta jornada , valerá cada segundo.
Qualquer que seja o resultado final , certamente , será uma vitória.
Hão de saber os treieiros , que existe um prazer enorme na busca da técnica perfeita e do condicionamento irrepreensível. Alguns vários já sabem disso.
Hão de saber também os racers que , a endurance e a aventura , são incomparáveis , insubstituíveis. Esta noção já é comum , dentre alguns menos preconceituosos.
Hão de saber todos que o grande lance é a diversão e a grande sabedoria , está na prática , no respeito e no conhecimento.
Não julgue só os parâmetros numéricos. Não é fácil , mas , tente.
Neste jogo , o grande vencedor é o que viveu , e se divertiu fazendo isso. Nenhum outro.
Não seja escravo dos resultados numéricos , nem tão pouco , acomode-se diante de um desempenho "medíocre".
Os números poderão lhe tirar o prazer de pilotar.
A acomodação , poderá te levar à total inércia.
Procure equilibrar estas tendências e , pilote. Certamente você irá evoluir e se divertir.

MOTOHEAD"

Por Paulo Cesar Zenha   Postado em: 11/8/2009 20:33:11

"Same old talk

Essa conversa é recorrente. Já era assim na época das 125 e das 250 dois tempos.
Foi assim na chegada das 4 tempos ditas , "modernas" , ao mercado.
Sou a favor da experiência. Sempre.
É impossível julgar sem usar. Usar que eu digo não é dar um rolê. É ter pra uso.
Isso subtende customizar , fazer o set up , utilizar em diferentes situações.
Impressiona a capacidade que temos de rotular , de pré julgar.
Todos nós temos a tendência de nos colocarmos na condição de "experts".
Sei lá... , parece que é mais fácil definir do que experimentar. Custa menos.
Demonstra uma atitude mais.... , "definida". Não expõe nossas "fraquezas".
Tenho andado com uma 250 e uma 450 alternadamente.
Estou "namorando" com a 250.
Mas , dificilmente abriria mão da 450. É uma moto mais "polivalente" e resistente.
Tenho "flertado" com uma centoevintecinquinho 2T também .... , tenho saudades.
Por outro lado , minha eterna devoção às 250/2t.
Quando a batata assa , no enduro , não acredito que exista equipo melhor.
Quando a KTM reeditou a trezentona , com partida elétrica , tive que fazer força pra não me endividar. Aquilo deve ser coisa das mil e uma noites.... , o verdadeiro "tapete voador".
Aquela porra deve simplesmente ignorar qualquer coisa sobre a superfície da terra....
Outro dia , na oficina de um amigo , me deparei com uma 125/2t com um kit.... , espetácolo!!!!
Agora , pra "complicar" ainda mais , esse movimento anti 450 , pró redução de potencia , quase dando início a uma nova revolução nas categorias estabelecidas.
Enfim... se pudesse , teria todas. Não ter por ter. Não ter pra dizer que tem.
Ter pra usar. Ter pra aprender (tentar). Ter pra experimentar.
Tenho um amigo que só anda de 450. Nunca andou de outra coisa. Anda muito...
Começou nas duque 2t , migrou pras 450 e nunca mudou.
Nunca andou de 125/2t ou de 250/4t.
Fico pensando o que este cara andaria se pegasse uma 250 só pra brincar no MotoCross , que é a praia dele....
Por outro lado , tenho um amigo que só anda de 125/2t. O cara tem duas!
Se recusa a andar de canhão.
Dia destes , trocamos de moto no rolê.
O cara mostrou o potencial. Quem anda de 125 sabe , é cabo enrolado o tempo todo. Não tem essa de dosar ou andar de meia mão.
O cara acostuma a andar como se deve: no motor o tempo todo.
Quando um sujeito destes monta numa 450 , assusta. Bonito de ver!
As 250 são maravilhosas. Fáceis de pilotar , obedientes.
250s são motos nas quais é possível "mandar"....
As quatrocentona são "brutas". É lógico que quem comanda tudo é o giratório do lado direito , mas , não são poucas as situações aonde um piloto de 450 (salvo raras exceções) vai de "passageiro"....
Para andar de 450 , andar direito , é preciso muita técnica , experiência , um pouco de preparo físico e um set up moldado à pratica pretendida.
Isso não quer dizer que uma 250 não empurre. Olhando os tempos dos caras nas baterias do MX das Nações , onde rolam as baterias mistas , fica claro o que uma 250 é capaz de fazer.
É comum , dependendo das características do circuito , uma 250 andar no tempo de uma 450.
Isto é fato e tem a sua correlação no enduro.
Por uma coincidência , costumo andar de motos de MX no enduro. Questão de oportunidade , nada pessoal.
Este ano , tive a oportunidade de constatar algo curioso e esclarecedor desta realidade.
Normalmente , não consigo andar numa 450 de MX sem fazer um trabalho nas suspensões. Pro enduro (minha praia , se é que eu tenho alguma) , uma 450 de MX , original , me parece muito dura.
Sempre acabo fazendo um trabalho qualquer pra aliviar a suspa do projétil.
Já tinha me ocorrido isso na época das 125/2t e a história se repetiu na 250/4t.
Estou andando com a bike (a 250) , original e , estou achando ótimo.
As suspensões não foram mexidas e , neste caso , me parecem ótimas. É visível , pelo curso das bengalas que a extensão está sendo toda usada.
Considerando que a minha condução (prego não pilota , conduz. manja? que nem motorista de madame?) não muda e que os circuitos aonde ando são basicamente os mesmos , conclui-se:
Ando mais "forte" de 250 do que de 450.
No ultimo findê , vi um piloto de enduro , assíduo freqüentador do circuito nacional e , por que não dizer , sul americano , desembarcar uma 125/2t pro rolê.
Esse cara sempre andou de 250/4t e , numa breve conversa , disse estar preferindo a 125/2t.
Aqui , não estamos falando de conforto ou de conveniência. O cara tá sempre na briga por posições nos campeonatos nacionais. Não tá lá pra brincadeira.
Isso é prova da validade da experiência.
Não se deve , em hipótese alguma , pré julgar. É preciso experimentar.
O pré conceito afasta muita gente do ideal.
Se esse cara tivesse sido preconceituoso ou , tendencioso (considerando que 4t é , de certa forma , uma tendência) , jamais teria tido a oportunidade de experimentar a bicicleta que é uma 125 no mato.
É claro que existem situações aonde um motorzão vai muito bem.
Longas distancias e trechos de topografia muito acentuada , combinam com um "Dodge Dart" , uma 450.
Ninguém merece encarar 200km de areão numa 125/2t. O sujeito chega ao destino sem a tampa do cérebro....
Por outro lado , percorrer um trecho travado de rio com enormes pedras molhadas , não é exatamente a melhor opção pra uma 525.
Por que você acha que ninguém nunca fez uma bike de Trial de 450cc?
Essa conversa toda passa pela experiência. Não dá pra ser de outro jeito.
Ninguém , em sã consciência , pode falar sem antes experimentar.
Outro aspecto , tão importante quanto , é o set up.
Tenho um amigo vendendo uma 525 por falar de .... , paciência.
Eu digo isto porque também já fiz exatamente igual.
Acertar uma moto toma tempo , dedicação , "pesquisa" , experiência e grana.
Mas , hoje eu sei que , muitas vezes , é mais fácil acertar a que se tem pro uso que se faz do que , procurar a moto ideal. Mesmo porque , esta não existe.
Uma suspensão , uma relação , um acessório , uma carburação , a substituição de um componente , a adição de um equipamento.... , são "detalhes" que podem transformar uma moto "ruim" , numa montaria prazerosa.
Todas , ou quase todas , as bikes disponíveis são excelentes bases de desenvolvimento.
A escolha passa por uma tomada de consciência do seu nível técnico e pretensão.
Tem gente que não gosta de andar o tempo todo "fazendo motor" e mantendo giro. Eu acredito.
De repente , o cara experimentou e não gostou. Respeito.
Tem outros que não gostam de peso extra, o cara quer uma bicicleta com motor , se possível.
Eu respeito.
O que não dá pra entender é o porquê do preconceito.
Quem já assistiu um dos vários profissionais da escola de pilotagem falando , sabe que um dos princípios básicos do equilíbrio está na tração. Diz a regra que andar no "embalo" não existe. Você deve , por principio , estar sempre acelerando ou freando (as vezes os dois).
É comum ver pilotos de canhões , andando lançado , no embalo.
Estes caras , quando montam numa maquina menor , se vêm obrigados a enrolar o cabo (se não fizer assim , não anda) , de repente , encontram um piloto que não conheciam dentro de si.
Já os caras das máquinas menores , muitas vezes , desconhecem o poder de 50 e tantos cavalos à disposição. Um canhão não pergunta , se você der mão , o negócio empurra e isso , é muito bom em certas circunstancias.
É isso , insisto : experimenta!
Isto não quer dizer que você irá andar mais rápido. Talvez , mas não é certo.
Mas , uma coisa é certa , você vai curtir conhecer.
MOTOHEAD"

Por Paulo Cesar Zenha   Postado em: 16/12/2008 11:59:11

O cara era um endurista daqueles antigos que se recusava a entrar na era moderna, compass nem pensar e sua moto era um a reluzente XLX 250R coisa linda e bem cuidada. Na prova de regularidade de Inhumas ele tinha certeza que ia se dar bem pois afinal navegação era com ele mesmo e tem mais estava chovendo fazia uma semana , as trilhas estavam só lama os córregos cheios de água e todo endurista sabe que a melhor moto no barro é a XLX 250R?

Pelo menos era o que ele dizia, mas vamos lá... A uma certa altura da prova o cara já estava quase 15minutos atrasado e viu um trecho da prova onde podia dar uma grande cortada na trilha e se desse sorte que não tivesse PCs, tiraria o atraso e teria a chance de ganhar a prova pois todos estavam tendo grande dificuldade devido a chuva.

Só que tinha um porem: ele teria que atravessar um pequeno rio de uns 10 metros de largura só que fundo, o lugar ele conhecia e do lado onde ele estava tinha um barranco com uns três a quatro metros de altura e do outro uma pequena praia de areia, então o plano era simples: Ele viria em velocidade sobre o barraco e saltaria o rio caindo no outro lado. Na verdade ele nunca havia tentado isto e também não sabia de alguém que tivesse , mas no calor da competição a" hora é agora" ," quem não arrisca não petisca" , "antes a lagrima de não ter conseguido do a vergonha de não ter tentado" e mais um monte de bobagens vieram na sua cabeça então ele foi decidido.

Quando chegou na margem do riozinho, teve muito medo, pois com a chuva o riozinho tava um monstro e sua correnteza dava medo... apesar de saber nadar ainda tinha um certo receio daquele tanto de roupa e equipamento, mas estava decidido !!! Iria saltar !!!

Tomou distancia no pasto verde de grama baixa uns cem e cinqüenta metros mais ou menos , deu uma limpada na potente acelerando sem parar, deu uma suspirada tipo a Hortência do basquete e mandou ver, primeira , segundaaaa, terceiraaa, quartaaaa, em pé na moto, lembrar de puxar a frente, o riozinho chegando, aí minha Nossa Senhora valei-me, e então.................. pufh !!!

É isso mesmo, quem já teve uma moto 4T conhece bem essa expressão... é isso aí meu amigo: Pufh ! Uma engasgada normal exatamente a uns dois ou três metros do barranco, só o suficiente para tirar a velocidade e fazer com que a motinha saltasse com a frente para baixo. O que tinha sobrado da velocidade conseguiu fazer com que ele saltasse uns cinco metros antes de mergulhar no rio de moto e tudo.

Quando ele conseguiu respirar já tinha rodado uns dez metros rio abaixo, segurando o tempo todo no guidão da motoca, por isto era um tal de afoga, respira, afunda, respira... a correnteza não dava folga e pelo que ele calculava a media de profundidade era de uns dois metros e meio, nisso ele foi... ate encontrar um tronco de arvore caído no meio do rio. Aí que a coisa ficou boa: um braço agarrado no pau outro na moto, e bebendo água o tempo todo.Então ele teve a confirmação do pior: ou ele saltava a moto ou ele morria afogado junto com sua amada, no melhor estilo Titanic. Dava até pra ouvir a música de fundo, com lagrimas nos olhos e aos poucos, dedo a dedo, a contra-gosto e ainda fazendo uma força descomunal ele soltou a XL na correnteza do rio.

Depois do ocorrido ele voltou varias vezes ao rio de caiaque, arrastando ganchos pelo fundo, mas nunca mais viu a sua amada motinha. Hoje ele é um endurista triste que anda de Tornado, mas que diz nem se compara com a antiga XL 250R, aquilo sim que era moto melhor ate que as importadas e nesta estória só ficou uma duvida: como não teve testemunhas há uma corrente que diz que o famoso "pufh" nada mais foi do que uma cortada de agulha do nosso querido amigo... um medo repentino, mas ninguém tem coragem de dizer isto a ele, e fica a lenda do rio da XL.

Dizem que em noites de lua cheia quem faz trilha por aquela região houve o barulho de uma quatro tempos acelerando sozinha na beira do rio tentando, em vão, saltar do outro lado. E se você prestar bastante atenção é capaz de ouvir um grito antes do barulho d água , "VIXI NÃO VAI DAR , PUTA QUE PA...!!!"


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